{"id":3292,"date":"2026-05-28T19:00:00","date_gmt":"2026-05-28T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/innovar.com.br\/?p=3292"},"modified":"2026-05-20T18:41:37","modified_gmt":"2026-05-20T21:41:37","slug":"pragas-na-cana-de-acucar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/innovar.com.br\/en\/pragas-na-cana-de-acucar\/","title":{"rendered":"Pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar: danos e controle eficaz"},"content":{"rendered":"<p>As <strong>pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong> est\u00e3o entre os principais fatores que comprometem a produtividade e a rentabilidade do setor sucroenerg\u00e9tico brasileiro. Da germina\u00e7\u00e3o dos toletes at\u00e9 a colheita, o canavial est\u00e1 exposto a um conjunto diverso de insetos e organismos que atacam ra\u00edzes, colmos e folhas, muitas vezes sem sinais vis\u00edveis at\u00e9 que o dano j\u00e1 seja expressivo.<\/p>\n<p>Conhecer cada praga, entender os danos que ela causa e adotar uma estrat\u00e9gia de manejo estruturada \u00e9 o caminho mais eficiente para proteger a lavoura sem elevar desnecessariamente o custo de produ\u00e7\u00e3o. Este post apresenta as principais pragas do canavial, seus impactos e as ferramentas dispon\u00edveis para um controle eficaz e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o as principais pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar<\/h2>\n<p>O canavial brasileiro convive com dezenas de esp\u00e9cies com potencial de causar dano econ\u00f4mico. A <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Embrapa<\/a> reconhece mais de 80 esp\u00e9cies associadas \u00e0 cultura, mas um grupo menor concentra os maiores preju\u00edzos na maioria das regi\u00f5es produtoras. Conhecer essas esp\u00e9cies pelo nome popular e cient\u00edfico \u00e9 o primeiro passo para um monitoramento eficiente.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Broca da cana<\/strong> (<em>Diatraea saccharalis<\/em>): a praga de maior distribui\u00e7\u00e3o no Brasil, presente em praticamente todas as regi\u00f5es canavieiras, com danos diretos ao colmo e \u00e0 qualidade do caldo.<\/li>\n<li><strong>Cigarrinha das ra\u00edzes<\/strong> (<em>Mahanarva fimbriolata<\/em>): predominante no Centro-Sul, causa les\u00f5es foliares e morte de perfilhos, com impacto direto na fotoss\u00edntese.<\/li>\n<li><strong>Cigarrinha das folhas<\/strong> (<em>Mahanarva posticata<\/em>): mais frequente no Nordeste, provoca sintomas semelhantes aos da cigarrinha das ra\u00edzes.<\/li>\n<li><strong>Cupins<\/strong> (<em>Heterotermes tenuis<\/em> e outras esp\u00e9cies): atacam toletes durante a germina\u00e7\u00e3o e ra\u00edzes em canas estabelecidas, causando falhas de estande dif\u00edceis de recuperar.<\/li>\n<li><strong>Bicudo da cana<\/strong> (<em>Sphenophorus levis<\/em>): praga de solo cujas larvas destroem a base do colmo; o ataque subterr\u00e2neo dificulta a detec\u00e7\u00e3o precoce.<\/li>\n<li><strong>Broca gigante<\/strong> (<em>Telchin licus<\/em>): ocorr\u00eancia regional, com maior frequ\u00eancia em \u00e1reas do Nordeste e Norte; perfura colmos com orif\u00edcios maiores que os da broca comum, causando perdas estruturais expressivas.<\/li>\n<li><strong>Besouro da raiz<\/strong> (<em>Migdolus fryanus<\/em>): larvas se alimentam de ra\u00edzes profundas, provocando murcha e morte de plantas sem sintomas vis\u00edveis acima do solo.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Como identificar os danos de cada praga na lavoura<\/h2>\n<p>O diagn\u00f3stico correto em campo \u00e9 fundamental antes de qualquer decis\u00e3o de manejo. Cada praga deixa sinais distintos, e confundir os sintomas pode levar a interven\u00e7\u00f5es erradas e gastos desnecess\u00e1rios. A tabela abaixo resume os principais sintomas associados a cada praga.<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Praga<\/th>\n<th>Nome cient\u00edfico<\/th>\n<th>Sinais de dano caracter\u00edsticos<\/th>\n<th>Parte afetada<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Broca da cana<\/td>\n<td><em>Diatraea saccharalis<\/em><\/td>\n<td>Galerias internas no colmo, cora\u00e7\u00e3o morto em plantas jovens, colmos com orif\u00edcios e serragem (frass)<\/td>\n<td>Colmo<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Cigarrinha das ra\u00edzes<\/td>\n<td><em>Mahanarva fimbriolata<\/em><\/td>\n<td>Les\u00f5es alaranjadas nas folhas, secamento do \u00e1pice, morte de perfilhos, espuma branca nas ra\u00edzes<\/td>\n<td>Folhas e ra\u00edzes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Cupins<\/td>\n<td><em>Heterotermes tenuis<\/em><\/td>\n<td>Falhas na germina\u00e7\u00e3o, toletes ocos ou apodrecidos, manchas irregulares no campo<\/td>\n<td>Toletes e ra\u00edzes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Bicudo da cana<\/td>\n<td><em>Sphenophorus levis<\/em><\/td>\n<td>Cavidades na base do colmo, tombamento s\u00fabito de plantas aparentemente sadias<\/td>\n<td>Base do colmo<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Broca gigante<\/td>\n<td><em>Telchin licus<\/em><\/td>\n<td>Orif\u00edcios maiores no colmo, serragem exposta, perda estrutural evidente<\/td>\n<td>Colmo<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Besouro da raiz<\/td>\n<td><em>Migdolus fryanus<\/em><\/td>\n<td>Murcha sem causa aparente, ra\u00edzes cortadas ao escavar o solo, aus\u00eancia de sintoma a\u00e9reo inicial<\/td>\n<td>Ra\u00edzes profundas<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>O monitoramento sistem\u00e1tico, com amostragem peri\u00f3dica de colmos, escava\u00e7\u00e3o de pontos com falha e avalia\u00e7\u00e3o visual de folhas, \u00e9 a \u00fanica forma de detectar infesta\u00e7\u00f5es antes que os danos se tornem economicamente relevantes. Reagir apenas ao que j\u00e1 est\u00e1 vis\u00edvel costuma ser tarde demais.<\/p>\n<h2>Impacto econ\u00f4mico das pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar<\/h2>\n<p>As perdas causadas pelas <strong>pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong> s\u00e3o tanto quantitativas quanto qualitativas. A broca da cana, por exemplo, reduz o peso do colmo devido \u00e0s galerias internas e, ao mesmo tempo, favorece a entrada de microrganismos que degradam a sacarose, comprometendo o rendimento industrial. Dependendo do n\u00edvel de infesta\u00e7\u00e3o e da \u00e9poca do ataque, a queda no teor de sacarose pode ser expressiva, afetando diretamente o retorno por tonelada processada.<\/p>\n<p>A cigarrinha das ra\u00edzes reduz a \u00e1rea foliar ativa, comprometendo a fotoss\u00edntese e o ac\u00famulo de a\u00e7\u00facares ao longo do ciclo. J\u00e1 cupins e bicudo provocam falhas de estande que elevam o custo de replantio e encurtam a vida produtiva do canavial, exigindo reforma antecipada de \u00e1reas que poderiam produzir por mais cortes.<\/p>\n<p>Pragas secund\u00e1rias tamb\u00e9m merecem aten\u00e7\u00e3o. O estresse h\u00eddrico e o desequil\u00edbrio causado pelo uso intensivo e n\u00e3o seletivo de defensivos agr\u00edcolas podem favorecer o ressurgimento de popula\u00e7\u00f5es de pragas antes controladas por inimigos naturais. Esse efeito rebote \u00e9 um dos argumentos mais s\u00f3lidos para a ado\u00e7\u00e3o do <strong>manejo integrado de pragas<\/strong> como estrat\u00e9gia central, e n\u00e3o como recurso emergencial.<\/p>\n<h2>Manejo Integrado de Pragas (MIP) na cana-de-a\u00e7\u00facar<\/h2>\n<p>O MIP parte de um princ\u00edpio simples: nenhum m\u00e9todo de controle, isoladamente, \u00e9 suficiente para manter as pragas abaixo do n\u00edvel de dano econ\u00f4mico ao longo de todos os ciclos do canavial. A base do sistema \u00e9 o monitoramento regular, que orienta o momento certo de agir e o m\u00e9todo mais adequado para cada situa\u00e7\u00e3o, evitando interven\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias.<\/p>\n<p>O controle cultural \u00e9 o primeiro pilar. A escolha de variedades com toler\u00e2ncia ou resist\u00eancia \u00e0s pragas predominantes na regi\u00e3o j\u00e1 reduz a press\u00e3o inicial sobre o canavial. O preparo adequado do solo antes do plantio elimina focos de cupins e larvas de besouros. O manejo de palhada ap\u00f3s a colheita mec\u00e2nica, por sua vez, interfere no ciclo de vida de v\u00e1rias esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/innovar.com.br\/?p=3280\">controle com inseticidas biol\u00f3gicos<\/a> ocupa papel central no MIP canavieiro moderno, especialmente com agentes como parasitoides e fungos entomopatog\u00eanicos que atuam diretamente sobre as esp\u00e9cies-alvo sem prejudicar os inimigos naturais presentes no campo. O controle qu\u00edmico com defensivos agr\u00edcolas permanece como ferramenta complementar, indicado quando o n\u00edvel de infesta\u00e7\u00e3o supera o limiar de a\u00e7\u00e3o e os demais m\u00e9todos n\u00e3o s\u00e3o suficientes. Registrar ocorr\u00eancias, datas, n\u00edveis de infesta\u00e7\u00e3o e respostas a cada interven\u00e7\u00e3o cria um hist\u00f3rico valioso para decis\u00f5es futuras e aumenta a rastreabilidade do manejo.<\/p>\n<h2>Controle biol\u00f3gico das pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar: organismos e resultados<\/h2>\n<p>O controle biol\u00f3gico \u00e9, hoje, uma das estrat\u00e9gias mais consolidadas no manejo das <strong>pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>. O setor sucroenerg\u00e9tico brasileiro foi pioneiro na ado\u00e7\u00e3o em escala comercial de agentes biol\u00f3gicos, com programas que remontam a d\u00e9cadas e resultados amplamente documentados.<\/p>\n<ul>\n<li><strong><em>Cotesia flavipes<\/em><\/strong>: parasitoide larval da broca <em>Diatraea saccharalis<\/em>; \u00e9 o programa de libera\u00e7\u00e3o mais consolidado do setor, com libera\u00e7\u00f5es inundativas realizadas em milh\u00f5es de hectares anualmente em usinas organizadas.<\/li>\n<li><strong><em>Trichogramma galloi<\/em> e <em>Trichogramma atopovirilia<\/em><\/strong>: parasitoides de ovos da broca; as libera\u00e7\u00f5es inundativas reduzem a taxa de eclos\u00e3o das lagartas antes mesmo que causem dano ao colmo.<\/li>\n<li><strong><em>Metarhizium anisopliae<\/em><\/strong>: fungo entomopatog\u00eanico de ampla utiliza\u00e7\u00e3o para cigarrinha das ra\u00edzes (<em>Mahanarva fimbriolata<\/em>) e cupins; age por contato, colonizando e matando o inseto.<\/li>\n<li><strong><em>Beauveria bassiana<\/em><\/strong>: uso crescente para bicudo da cana e outras pragas de solo, com boa compatibilidade em programas de MIP.<\/li>\n<li><strong><em>Cordyceps fumosorosea<\/em><\/strong> (anteriormente classificado em <em>Isaria<\/em>): alternativa emergente para cigarrinhas, com estudos indicando potencial para compor rota\u00e7\u00f5es com outros fungos entomopatog\u00eanicos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Esses agentes s\u00e3o produzidos e aplicados em escala comercial tanto em biof\u00e1bricas industriais quanto diretamente nas fazendas. A <a href=\"https:\/\/innovar.com.br\/?p=3231\">produ\u00e7\u00e3o on-farm com biorreator adequado<\/a> permite que o produtor tenha agentes biol\u00f3gicos frescos dispon\u00edveis no momento exato das libera\u00e7\u00f5es, sem depender de prazo de entrega ou perda de viabilidade no transporte. Essa flexibilidade \u00e9 especialmente importante em programas de libera\u00e7\u00e3o de <em>Cotesia flavipes<\/em> e <em>Trichogramma<\/em>, onde o sincronismo com o ciclo da praga \u00e9 determinante para o resultado. O crescimento do uso de bioinsumos no setor canavieiro reflete uma mudan\u00e7a estrutural no modelo de prote\u00e7\u00e3o de lavouras, cada vez mais orientada por resultado e sustentabilidade.<\/p>\n<h2>Defensivos agr\u00edcolas no controle de pragas da cana: quando e como usar<\/h2>\n<p>Os defensivos agr\u00edcolas t\u00eam papel complementar no manejo das <strong>pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong> e n\u00e3o devem ser a primeira linha de resposta. A decis\u00e3o de aplicar um produto fitossanit\u00e1rio deve ser baseada em crit\u00e9rios objetivos: n\u00edvel de infesta\u00e7\u00e3o acima do limiar de a\u00e7\u00e3o, fase da cultura, rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio e disponibilidade de alternativas biol\u00f3gicas vi\u00e1veis para aquele momento.<\/p>\n<p>O produtor deve consultar o <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/meio-ambiente\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Agrofit do MAPA<\/a> para verificar os produtos registrados para cada praga-alvo na cultura da cana. A seletividade \u00e9 um crit\u00e9rio essencial na escolha: produtos de amplo espectro podem eliminar inimigos naturais presentes no campo e desequilibrar o controle biol\u00f3gico que j\u00e1 ocorre naturalmente no canavial, exigindo mais interven\u00e7\u00f5es no futuro.<\/p>\n<p>Um ponto cr\u00edtico no manejo integrado \u00e9 a <strong>compatibilidade entre defensivos e bioinsumos<\/strong>. N\u00e3o se deve misturar nem aplicar bioinsumos em sequ\u00eancia a defensivos agr\u00edcolas sem antes confirmar a compatibilidade na bula ou na tabela do fabricante, pois muitos produtos fitossanit\u00e1rios inativam o microrganismo e comprometem todo o programa biol\u00f3gico. Consulte tamb\u00e9m o post sobre <a href=\"https:\/\/innovar.com.br\/?p=3283\">classifica\u00e7\u00e3o e uso seguro de defensivos agr\u00edcolas<\/a> para aprofundar o tema.<\/p>\n<h2>Boas pr\u00e1ticas para prevenir pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar<\/h2>\n<p>A preven\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre mais eficiente do que o combate. Um conjunto de pr\u00e1ticas bem executadas desde o planejamento do plantio reduz significativamente a press\u00e3o das <strong>pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong> ao longo dos cortes, diminuindo custos e preservando a longevidade do canavial.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Escolha de variedades<\/strong> com toler\u00e2ncia ou resist\u00eancia comprovada \u00e0s pragas predominantes na regi\u00e3o, considerando recomenda\u00e7\u00f5es do programa varietal da usina ou de entidades de pesquisa.<\/li>\n<li><strong>Rota\u00e7\u00e3o de \u00e1reas e manejo de palhada<\/strong>: a rota\u00e7\u00e3o reduz popula\u00e7\u00f5es residentes de pragas de solo; o manejo da palhada interfere no ciclo de cupins, cigarrinhas e besouros.<\/li>\n<li><strong>Controle de formigas cortadeiras e plantas daninhas<\/strong> que servem de hospedeiras alternativas para insetos praga, especialmente em bordaduras e \u00e1reas de reforma.<\/li>\n<li><strong>Equil\u00edbrio nutricional<\/strong>: plantas bem nutridas toleram melhor o ataque de pragas e se recuperam com mais efici\u00eancia de danos pontuais.<\/li>\n<li><strong>Monitoramento peri\u00f3dico como rotina<\/strong>, n\u00e3o como rea\u00e7\u00e3o a danos j\u00e1 vis\u00edveis; a amostragem regular permite identificar o in\u00edcio de uma infesta\u00e7\u00e3o e agir dentro do n\u00edvel de a\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Planejamento da estrat\u00e9gia biol\u00f3gica desde o plantio<\/strong>: definir datas de libera\u00e7\u00e3o de parasitoides, cronograma de aplica\u00e7\u00e3o de fungos entomopatog\u00eanicos e pontos de amostragem antes mesmo da emerg\u00eancia das plantas garante que o programa biol\u00f3gico funcione de forma proativa e n\u00e3o apenas como resposta a picos de infesta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Integrar preven\u00e7\u00e3o, monitoramento e controle biol\u00f3gico dentro de uma estrat\u00e9gia coerente \u00e9 o que diferencia um programa de MIP eficiente de a\u00e7\u00f5es isoladas e reativas. Com as ferramentas certas e um protocolo bem definido, \u00e9 poss\u00edvel manter as <strong>pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong> em n\u00edveis que n\u00e3o comprometam a produtividade nem a viabilidade econ\u00f4mica do neg\u00f3cio.<\/p>\n<h2>Perguntas Frequentes sobre Pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar<\/h2>\n<h3>Qual \u00e9 a praga mais prejudicial na cana-de-a\u00e7\u00facar no Brasil?<\/h3>\n<p>A broca <em>Diatraea saccharalis<\/em> \u00e9 a praga mais amplamente distribu\u00edda e economicamente relevante na cana-de-a\u00e7\u00facar brasileira, presente em praticamente todas as regi\u00f5es produtoras. A cigarrinha das ra\u00edzes (<em>Mahanarva fimbriolata<\/em>) tamb\u00e9m causa danos severos, especialmente em \u00e1reas sem queima e com maior umidade no solo.<\/p>\n<h3>Como identificar ataque de broca na cana-de-a\u00e7\u00facar?<\/h3>\n<p>Os principais sintomas s\u00e3o: cora\u00e7\u00e3o morto em plantas jovens, galerias internas no colmo, presen\u00e7a de serragem (frass) nos intern\u00f3dios e redu\u00e7\u00e3o no teor de sacarose. A identifica\u00e7\u00e3o segura exige amostragem sistem\u00e1tica em campo, avaliando o percentual de colmos brocados por talh\u00e3o em intervalos regulares.<\/p>\n<h3>O controle biol\u00f3gico funciona para pragas da cana-de-a\u00e7\u00facar?<\/h3>\n<p>Sim, e com hist\u00f3rico consolidado. O parasitoide <em>Cotesia flavipes<\/em> \u00e9 amplamente utilizado contra a broca, enquanto <em>Metarhizium anisopliae<\/em> atua sobre cigarrinha e cupins. O controle biol\u00f3gico \u00e9 o m\u00e9todo mais adotado no setor sucroenerg\u00e9tico brasileiro, com d\u00e9cadas de resultados documentados em campo.<\/p>\n<h3>Posso usar defensivos agr\u00edcolas junto com agentes biol\u00f3gicos na cana?<\/h3>\n<p>N\u00e3o se deve misturar defensivos agr\u00edcolas com bioinsumos sem antes confirmar a compatibilidade na bula ou tabela do fabricante, pois muitos produtos fitossanit\u00e1rios inativam os microrganismos ben\u00e9ficos. Recomenda-se consultar assist\u00eancia t\u00e9cnica especializada para definir janelas de aplica\u00e7\u00e3o seguras e eficientes para cada situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>O que \u00e9 o Manejo Integrado de Pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar?<\/h3>\n<p>O MIP \u00e9 uma abordagem que combina monitoramento sistem\u00e1tico, n\u00edvel de a\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, controle biol\u00f3gico, medidas culturais e uso racional de defensivos agr\u00edcolas. O objetivo \u00e9 reduzir danos ao canavial com o menor impacto poss\u00edvel sobre o ambiente, sempre baseando a decis\u00e3o de controle em dados concretos de campo.<\/p>\n<h3>Cupim causa dano relevante na cana-de-a\u00e7\u00facar?<\/h3>\n<p>Sim. Cupins atacam toletes rec\u00e9m-plantados e gemas na fase de estabelecimento da cultura, provocando falhas de estande e reduzindo a longevidade do canavial. O dano \u00e9 mais cr\u00edtico justamente nessa fase inicial, quando a planta ainda n\u00e3o formou sistema radicular robusto para compensar o ataque.<\/p>\n<h3>Como a produ\u00e7\u00e3o on-farm de bioinsumos ajuda no controle de pragas da cana?<\/h3>\n<p>Produzir agentes biol\u00f3gicos na pr\u00f3pria fazenda, com biorreator adequado, garante disponibilidade do insumo no momento exato em que a praga atinge o n\u00edvel de a\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o produtor trabalha com microrganismos frescos e vi\u00e1veis, sem depender de log\u00edstica externa, o que aumenta a efic\u00e1cia do controle biol\u00f3gico.<\/p>\n<p><script type=\"application\/ld+json\">{\"@context\": \"https:\/\/schema.org\", \"@type\": \"FAQPage\", \"mainEntity\": [{\"@type\": \"Question\", \"name\": \"Qual \u00e9 a praga mais prejudicial na cana-de-a\u00e7\u00facar no Brasil?\", \"acceptedAnswer\": {\"@type\": \"Answer\", \"text\": \"A broca Diatraea saccharalis \u00e9 a praga mais amplamente distribu\u00edda e economicamente relevante na cana-de-a\u00e7\u00facar brasileira, presente em praticamente todas as regi\u00f5es produtoras. 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Al\u00e9m disso, o produtor trabalha com microrganismos frescos e vi\u00e1veis, sem depender de log\u00edstica externa, o que aumenta a efic\u00e1cia do controle biol\u00f3gico.\"}}]}<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pragas na cana-de-a\u00e7\u00facar est\u00e3o entre os principais fatores que comprometem a produtividade e a rentabilidade do setor sucroenerg\u00e9tico brasileiro. Da germina\u00e7\u00e3o dos toletes at\u00e9 a colheita, o canavial est\u00e1 exposto a um conjunto diverso de insetos e organismos que atacam ra\u00edzes, colmos e folhas, muitas vezes sem sinais vis\u00edveis at\u00e9 que o dano j\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3291,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8,9],"tags":[],"class_list":["post-3292","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bioinsumos","category-controle-biologico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/innovar.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3292","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/innovar.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/innovar.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/innovar.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/innovar.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3292"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/innovar.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3292\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3293,"href":"https:\/\/innovar.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3292\/revisions\/3293"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/innovar.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3291"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/innovar.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3292"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/innovar.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3292"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/innovar.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3292"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}