{"id":3307,"date":"2026-05-30T09:00:00","date_gmt":"2026-05-30T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/innovar.com.br\/?p=3307"},"modified":"2026-05-20T19:14:26","modified_gmt":"2026-05-20T22:14:26","slug":"controle-de-sphenophorus-levis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/innovar.com.br\/es\/controle-de-sphenophorus-levis\/","title":{"rendered":"Controle de Sphenophorus levis com manejo integrado"},"content":{"rendered":"<p>O <strong>controle de <em>Sphenophorus levis<\/em><\/strong> \u00e9 um dos maiores desafios do canavieiro brasileiro nas \u00faltimas d\u00e9cadas. O inseto, popularmente conhecido como bicudo-da-cana-de-a\u00e7\u00facar, causa perdas expressivas na produtividade ao atacar rizomas e perfilhos de forma subterr\u00e2nea, dificultando tanto a detec\u00e7\u00e3o precoce quanto o manejo. Entender o ciclo da praga, monitorar com crit\u00e9rio e combinar ferramentas de controle \u00e9 o caminho mais eficaz para proteger o canavial sem depender de uma \u00fanica estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>Este artigo apresenta as principais abordagens para o controle de <em>Sphenophorus levis<\/em>, do monitoramento de campo ao manejo integrado, com \u00eanfase no controle biol\u00f3gico e no papel estrat\u00e9gico da produ\u00e7\u00e3o de fungos entomopatog\u00eanicos diretamente na propriedade.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 <em>Sphenophorus levis<\/em> e por que preocupa o canavieiro<\/h2>\n<p><em>Sphenophorus levis<\/em> \u00e9 um curculion\u00eddeo, fam\u00edlia de besouros conhecida pelos danos em ra\u00edzes e caules de gram\u00edneas. O bicudo-da-cana-de-a\u00e7\u00facar tem origem no Brasil e expandiu sua ocorr\u00eancia de forma acelerada nas principais regi\u00f5es produtoras, especialmente em canaviais com renova\u00e7\u00e3o irregular de soqueiras e hist\u00f3rico de colheitas mecanizadas. O adulto \u00e9 um besouro de colora\u00e7\u00e3o escura, com cerca de 1 cm de comprimento, que oviposita nos rizomas e na base dos colmos.<\/p>\n<p>O ciclo de vida passa por quatro fases (ovo, larva, pupa e adulto), podendo levar de alguns meses at\u00e9 mais de um ano dependendo das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. <strong>A fase larval \u00e9 a mais destrutiva<\/strong>: as larvas se alimentam diretamente dos rizomas e da base dos perfilhos, interrompendo o fluxo de seiva e causando o sintoma cl\u00e1ssico de &#8220;cora\u00e7\u00e3o morto&#8221;. No campo, a infesta\u00e7\u00e3o se manifesta em reboleiras, com plantas tombadas ou com falhas vis\u00edveis na soqueira, quadro que, quando identificado, j\u00e1 indica dano avan\u00e7ado. Para aprofundar o entendimento sobre bioinsumos aplicados ao controle de pragas de solo, vale consultar as <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pesquisas da Embrapa<\/a> voltadas a manejo integrado em cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<h2>Como monitorar a infesta\u00e7\u00e3o de <em>Sphenophorus levis<\/em> no campo<\/h2>\n<p>O monitoramento sistem\u00e1tico \u00e9 a base de qualquer programa de manejo integrado de pragas em cana. Sem informa\u00e7\u00e3o de campo confi\u00e1vel, qualquer decis\u00e3o de controle perde precis\u00e3o. O ideal \u00e9 combinar armadilhas com inspe\u00e7\u00e3o manual, criando um mapa de infesta\u00e7\u00e3o talh\u00e3o a talh\u00e3o.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Instale armadilhas com atraente alimentar<\/strong> nos talh\u00f5es de maior risco, posicionadas a intervalos regulares pr\u00f3ximos \u00e0s linhas de plantio. O atraente, geralmente \u00e0 base de cana fresca ou extratos fermentados, atrai adultos em atividade.<\/li>\n<li><strong>Inspecione as armadilhas semanalmente<\/strong> e registre o n\u00famero de adultos capturados. O n\u00edvel de a\u00e7\u00e3o varia conforme a recomenda\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica vigente e o hist\u00f3rico da \u00e1rea; consulte o engenheiro agr\u00f4nomo respons\u00e1vel para definir o crit\u00e9rio adequado \u00e0 sua realidade.<\/li>\n<li><strong>Realize amostragem manual de soqueiras<\/strong> em pelo menos 10 pontos por talh\u00e3o, escavando a base das plantas e avaliando presen\u00e7a de larvas, galerias e podrid\u00e3o nos rizomas.<\/li>\n<li><strong>Registre e georreferencie as reboleiras identificadas<\/strong>, marcando sua posi\u00e7\u00e3o no talh\u00e3o para rastrear a evolu\u00e7\u00e3o da infesta\u00e7\u00e3o entre safras e direcionar as interven\u00e7\u00f5es de forma mais precisa.<\/li>\n<li><strong>Mantenha hist\u00f3rico por talh\u00e3o e por safra<\/strong>. \u00c1reas com infesta\u00e7\u00e3o recorrente precisam de estrat\u00e9gia de manejo diferenciada, incluindo antecipa\u00e7\u00e3o da reforma e intensifica\u00e7\u00e3o das aplica\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas.<\/li>\n<\/ol>\n<h2>Controle cultural: a base do manejo de <em>Sphenophorus levis<\/em><\/h2>\n<p>O controle cultural reduz a popula\u00e7\u00e3o residente antes mesmo de qualquer interven\u00e7\u00e3o qu\u00edmica ou biol\u00f3gica. Ignorar essa etapa \u00e9 comprometer a efici\u00eancia das demais ferramentas, pois o in\u00f3culo inicial de adultos e larvas permanece no solo e reinicia o ciclo da praga a cada soqueira nova.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Elimine soqueiras velhas e material infestado<\/strong> antes do replantio, destruindo fisicamente os rizomas com gradagem profunda para expor larvas \u00e0 desseca\u00e7\u00e3o e a predadores naturais.<\/li>\n<li><strong>Prefira variedades com menor suscetibilidade<\/strong> ao bicudo-da-cana-de-a\u00e7\u00facar, consultando ensaios regionais e recomenda\u00e7\u00f5es de melhoristas para a escolha do material de plantio.<\/li>\n<li><strong>Planeje a reforma do canavial<\/strong> em \u00e9pocas que coincidam com as fases de menor sobreviv\u00eancia do inseto no solo, geralmente nos per\u00edodos mais secos, quando a umidade n\u00e3o favorece a postura e o desenvolvimento larval.<\/li>\n<li><strong>Mantenha aduba\u00e7\u00e3o equilibrada e manejo adequado da palhada<\/strong>: plantas vigorosas toleram melhor o ataque e se recuperam com maior facilidade. O excesso de palhada \u00famida, por outro lado, pode criar microclima favor\u00e1vel ao inseto.<\/li>\n<li><strong>Antecipe a colheita em talh\u00f5es com infesta\u00e7\u00e3o elevada<\/strong> para limitar a multiplica\u00e7\u00e3o do bicudo e reduzir o in\u00f3culo que ficar\u00e1 no solo para a pr\u00f3xima soca.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Controle biol\u00f3gico: fungos e nematoides entomopatog\u00eanicos<\/h2>\n<p>O controle biol\u00f3gico do bicudo-da-cana-de-a\u00e7\u00facar conta com op\u00e7\u00f5es eficazes e crescentemente utilizadas nos canaviais brasileiros. Os fungos entomopatog\u00eanicos <em>Beauveria bassiana<\/em> e <em>Metarhizium anisopliae<\/em> s\u00e3o os agentes mais estudados: ambos penetram na cut\u00edcula do inseto, proliferam internamente e causam a morte do hospedeiro. Atuam tanto sobre larvas no solo quanto sobre adultos na superf\u00edcie, ampliando a janela de controle ao longo do ciclo da praga. Para aprofundamento sobre mecanismos de a\u00e7\u00e3o e resultados pr\u00e1ticos, consulte o artigo sobre <a href=\"https:\/\/innovar.com.br\/?p=3280\">inseticidas biol\u00f3gicos no manejo de pragas<\/a>.<\/p>\n<p>Os nematoides entomopatog\u00eanicos dos g\u00eaneros <em>Steinernema<\/em> e <em>Heterorhabditis<\/em> s\u00e3o outra ferramenta relevante, especialmente para alcan\u00e7ar larvas no perfil do solo. A aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 feita via irriga\u00e7\u00e3o ou pulveriza\u00e7\u00e3o dirigida \u00e0 base das plantas, com cuidado para manter o solo \u00famido antes e ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para a migra\u00e7\u00e3o ativa dos nematoides em dire\u00e7\u00e3o ao hospedeiro. <strong>A umidade e a temperatura do solo s\u00e3o fatores cr\u00edticos para a efic\u00e1cia do controle biol\u00f3gico<\/strong>: solos muito secos ou com temperaturas extremas reduzem sensivelmente a sobreviv\u00eancia e a atividade dos agentes.<\/p>\n<p>Antes de qualquer mistura de produtos, \u00e9 obrigat\u00f3rio confirmar a compatibilidade na bula ou tabela do fabricante, pois muitos fungicidas e defensivos agr\u00edcolas inativam os microrganismos ben\u00e9ficos, comprometendo todo o investimento na aplica\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. Esse cuidado \u00e9 especialmente importante no manejo integrado do bicudo, onde as aplica\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas e com defensivos agr\u00edcolas podem ocorrer em sequ\u00eancia no mesmo talh\u00e3o.<\/p>\n<p>A <strong>produ\u00e7\u00e3o on-farm de fungos entomopatog\u00eanicos com biorreator adequado<\/strong> representa um avan\u00e7o decisivo para a viabilidade operacional do controle biol\u00f3gico em larga escala. Com equipamento apropriado e protocolo t\u00e9cnico correto, o produtor garante volume de in\u00f3culo compat\u00edvel com a \u00e1rea tratada, mant\u00e9m a viabilidade dos esporos dentro dos padr\u00f5es exigidos e consegue aplicar com a frequ\u00eancia recomendada, sem depender exclusivamente de produto comercial externo. Esse modelo reduz gargalos log\u00edsticos e permite ajustar as aplica\u00e7\u00f5es ao calend\u00e1rio real da fazenda.<\/p>\n<h2>Controle qu\u00edmico: quando e como usar defensivos agr\u00edcolas<\/h2>\n<p>O controle qu\u00edmico tem papel complementar no manejo integrado de pragas em cana, sendo mais efetivo quando utilizado dentro de uma estrat\u00e9gia que j\u00e1 inclui monitoramento, controle cultural e biol\u00f3gico. Usado de forma isolada e repetitiva, o controle qu\u00edmico tende a perder efici\u00eancia ao longo do tempo e pode interferir negativamente nos agentes biol\u00f3gicos j\u00e1 estabelecidos na \u00e1rea. Para uma vis\u00e3o ampla sobre <a href=\"https:\/\/innovar.com.br\/?p=3283\">classifica\u00e7\u00e3o, uso seguro e manejo de defensivos agr\u00edcolas<\/a>, confira o conte\u00fado espec\u00edfico sobre o tema.<\/p>\n<p>Entre os princ\u00edpios ativos com registros e efic\u00e1cia documentada contra <em>Sphenophorus levis<\/em>, o fipronil \u00e9 um dos mais citados na literatura t\u00e9cnica e nos ensaios de campo. A <strong>janela de aplica\u00e7\u00e3o correta<\/strong> \u00e9 fator determinante para a efic\u00e1cia: o tratamento deve ser realizado quando as larvas est\u00e3o nos instares iniciais, pois larvas mais desenvolvidas s\u00e3o menos vulner\u00e1veis. Aplica\u00e7\u00f5es em soqueiras na \u00e9poca da rebrota, ou no sulco de plantio, s\u00e3o as mais indicadas conforme o est\u00e1gio fenol\u00f3gico e o hist\u00f3rico de infesta\u00e7\u00e3o do talh\u00e3o.<\/p>\n<p>Os m\u00e9todos de aplica\u00e7\u00e3o incluem tratamento localizado na soqueira e incorpora\u00e7\u00e3o via vinha\u00e7a ou \u00e1gua de irriga\u00e7\u00e3o. A escolha do m\u00e9todo depende da infraestrutura dispon\u00edvel e da distribui\u00e7\u00e3o da infesta\u00e7\u00e3o. Por fim, a <strong>rota\u00e7\u00e3o de mecanismos de a\u00e7\u00e3o<\/strong> entre safras \u00e9 pr\u00e1tica essencial para prevenir o desenvolvimento de resist\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o do bicudo-da-cana-de-a\u00e7\u00facar, evitando o uso exclusivo de um \u00fanico grupo qu\u00edmico ao longo dos anos.<\/p>\n<h2>Comparativo entre as estrat\u00e9gias de controle de <em>Sphenophorus levis<\/em><\/h2>\n<p>Cada estrat\u00e9gia de manejo atua em momentos distintos do ciclo da praga e sobre alvos diferentes. A tabela abaixo organiza os principais m\u00e9todos para facilitar a tomada de decis\u00e3o dentro do programa integrado.<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>M\u00e9todo<\/th>\n<th>Alvo principal<\/th>\n<th>\u00c9poca de uso<\/th>\n<th>Pontos de aten\u00e7\u00e3o<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Controle cultural<\/td>\n<td>Popula\u00e7\u00e3o residente no solo (todas as fases)<\/td>\n<td>Reforma do canavial, pr\u00e9-plantio<\/td>\n<td>Destrui\u00e7\u00e3o completa das soqueiras infestadas; planejamento de variedades<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Controle biol\u00f3gico (fungos entomopatog\u00eanicos)<\/td>\n<td>Larvas e adultos<\/td>\n<td>Rebrota, per\u00edodo chuvoso, solo com umidade adequada<\/td>\n<td>Verificar compatibilidade com defensivos agr\u00edcolas; manter viabilidade do produto<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Controle biol\u00f3gico (nematoides)<\/td>\n<td>Larvas no perfil do solo<\/td>\n<td>Per\u00edodos de maior umidade; aplica\u00e7\u00e3o via irriga\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Solo \u00famido antes e ap\u00f3s aplica\u00e7\u00e3o; temperatura adequada<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Controle qu\u00edmico<\/td>\n<td>Larvas jovens e adultos<\/td>\n<td>Sulco de plantio, rebrota inicial, conforme n\u00edvel de a\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Rotacionar mecanismos de a\u00e7\u00e3o; evitar uso isolado e repetitivo<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>A leitura da tabela refor\u00e7a que nenhuma abordagem isolada \u00e9 suficiente para o controle de <em>Sphenophorus levis<\/em> ao longo das safras. O diferencial est\u00e1 justamente na integra\u00e7\u00e3o entre as estrat\u00e9gias, que aumenta a press\u00e3o sobre a praga em m\u00faltiplas frentes e reduz o risco de falha quando as condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o favorecem determinado m\u00e9todo.<\/p>\n<h2>Manejo integrado de <em>Sphenophorus levis<\/em>: montando o programa na pr\u00e1tica<\/h2>\n<p>Um programa de manejo integrado de pragas em cana eficiente para o bicudo come\u00e7a com o calend\u00e1rio agr\u00edcola como eixo central. No per\u00edodo de reforma e preparo do solo, prioriza-se o controle cultural. Na rebrota, iniciam-se as aplica\u00e7\u00f5es de fungos entomopatog\u00eanicos e, se necess\u00e1rio, de defensivos agr\u00edcolas no sulco ou na soqueira. Ao longo do ciclo, o monitoramento com armadilhas orienta a intensidade das interven\u00e7\u00f5es e evita gastos desnecess\u00e1rios. O <a href=\"https:\/\/innovar.com.br\/?p=3304\">manejo de pragas subterr\u00e2neas como a cigarrinha-da-raiz<\/a> segue racioc\u00ednio semelhante e pode complementar a estrat\u00e9gia no mesmo talh\u00e3o.<\/p>\n<p>A assist\u00eancia t\u00e9cnica especializada \u00e9 indispens\u00e1vel nesse processo. \u00c9 o engenheiro agr\u00f4nomo quem define o n\u00edvel de a\u00e7\u00e3o com base nos dados reais de monitoramento, indica os produtos biol\u00f3gicos e defensivos agr\u00edcolas registrados para a cultura e acompanha a resposta da popula\u00e7\u00e3o ao longo das safras. Sem esse suporte, o produtor corre o risco de aplicar no momento errado ou em dose inadequada, desperdi\u00e7ando recursos e favorecendo a sele\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es mais tolerantes.<\/p>\n<p>A <strong>produ\u00e7\u00e3o on-farm de fungos entomopatog\u00eanicos com biorreator adequado<\/strong> \u00e9 o elemento que fecha o ciclo operacional do manejo integrado do bicudo. Com equipamento dimensionado para a escala da propriedade e acompanhamento t\u00e9cnico na condu\u00e7\u00e3o dos bioprocessos, o produtor mant\u00e9m estoque permanente de in\u00f3culo vi\u00e1vel, aplica na frequ\u00eancia correta e adapta o volume produzido \u00e0 demanda real de cada talh\u00e3o. Esse modelo fortalece a autonomia da propriedade, melhora a rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio das aplica\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas e contribui para a constru\u00e7\u00e3o de um programa de controle de <em>Sphenophorus levis<\/em> sustent\u00e1vel safra ap\u00f3s safra. O <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/meio-ambiente\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">programa de pesquisas da Embrapa Meio Ambiente<\/a> em bioinsumos e controle biol\u00f3gico oferece refer\u00eancias t\u00e9cnicas valiosas para quem deseja aprofundar os fundamentos cient\u00edficos por tr\u00e1s dessas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<h2>Perguntas Frequentes sobre Controle de <em>Sphenophorus levis<\/em><\/h2>\n<h3>O que \u00e9 <em>Sphenophorus levis<\/em> e quais culturas ele ataca?<\/h3>\n<p><em>Sphenophorus levis<\/em> \u00e9 um curculion\u00eddeo conhecido como bicudo-da-cana-de-a\u00e7\u00facar. Seu principal hospedeiro \u00e9 a cana-de-a\u00e7\u00facar, onde as larvas escavam rizomas e perfilhos, causando morte de brotos e perdas significativas de produtividade. A praga vem expandindo sua presen\u00e7a nos canaviais brasileiros, tornando o controle cada vez mais estrat\u00e9gico.<\/p>\n<h3>Qual \u00e9 o melhor momento para iniciar o controle de <em>Sphenophorus levis<\/em>?<\/h3>\n<p>O monitoramento cont\u00ednuo com armadilhas define o ponto de entrada correto. Antes do replantio, as pr\u00e1ticas culturais reduzem a popula\u00e7\u00e3o residente. Quando o n\u00edvel de a\u00e7\u00e3o for atingido, interven\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas ou com defensivos agr\u00edcolas devem ser aplicadas sem demora, pois as larvas protegidas no interior da planta s\u00e3o dif\u00edceis de atingir.<\/p>\n<h3>Fungos entomopatog\u00eanicos s\u00e3o eficazes contra o bicudo-da-cana?<\/h3>\n<p><em>Beauveria bassiana<\/em> e <em>Metarhizium anisopliae<\/em> apresentam efic\u00e1cia documentada no controle de <em>Sphenophorus levis<\/em>, especialmente em condi\u00e7\u00f5es de solo \u00famido, que favorecem a germina\u00e7\u00e3o dos con\u00eddios. Ambos integram o Manejo Integrado de Pragas e atuam de forma complementar a outras t\u00e1ticas, n\u00e3o sendo recomendados como medida isolada.<\/p>\n<h3>Posso misturar o agente biol\u00f3gico com fungicida ou defensivo agr\u00edcola qu\u00edmico?<\/h3>\n<p>N\u00e3o se deve realizar essa mistura sem antes confirmar a compatibilidade na bula ou na tabela oficial do fabricante, pois muitos defensivos agr\u00edcolas inativam o microrganismo antes mesmo da aplica\u00e7\u00e3o. Consulte a assist\u00eancia t\u00e9cnica antes de formular qualquer calda combinada para o controle de <em>Sphenophorus levis<\/em>.<\/p>\n<h3>Como o controle cultural ajuda no manejo de <em>Sphenophorus levis<\/em>?<\/h3>\n<p>A elimina\u00e7\u00e3o de soqueiras infestadas, a reforma do canavial em \u00e9poca adequada e o manejo correto da palhada reduzem a popula\u00e7\u00e3o de adultos e larvas presente no solo. Essas pr\u00e1ticas culturais diminuem a press\u00e3o inicial da praga e aumentam a efici\u00eancia das interven\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas e com defensivos agr\u00edcolas aplicadas na sequ\u00eancia.<\/p>\n<h3>A produ\u00e7\u00e3o on-farm de fungos entomopatog\u00eanicos \u00e9 vi\u00e1vel para controlar o bicudo?<\/h3>\n<p>Sim. Com biorreator adequado e protocolo t\u00e9cnico validado, \u00e9 poss\u00edvel produzir volume suficiente para aplica\u00e7\u00f5es frequentes e no momento correto. A produ\u00e7\u00e3o on-farm reduz a depend\u00eancia log\u00edstica de fornecedores externos e garante in\u00f3culo fresco, fator determinante para a efic\u00e1cia do controle de <em>Sphenophorus levis<\/em> em campo.<\/p>\n<h3>Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre controle biol\u00f3gico e controle qu\u00edmico para <em>S. levis<\/em>?<\/h3>\n<p>O controle biol\u00f3gico utiliza organismos vivos, como fungos e nematoides, que agem de forma mais gradual e dependem de condi\u00e7\u00f5es ambientais favor\u00e1veis. O controle qu\u00edmico com defensivos agr\u00edcolas oferece a\u00e7\u00e3o mais imediata, mas exige janela de aplica\u00e7\u00e3o precisa e rota\u00e7\u00e3o de mecanismos de a\u00e7\u00e3o. No Manejo Integrado de Pragas, as duas abordagens se complementam.<\/p>\n<p><script type=\"application\/ld+json\">{\"@context\": \"https:\/\/schema.org\", \"@type\": \"FAQPage\", \"mainEntity\": [{\"@type\": \"Question\", \"name\": \"O que \u00e9 <em>Sphenophorus levis<\/em> e quais culturas ele ataca?\", \"acceptedAnswer\": {\"@type\": \"Answer\", \"text\": \"Sphenophorus levis \u00e9 um curculion\u00eddeo conhecido como bicudo-da-cana-de-a\u00e7\u00facar. Seu principal hospedeiro \u00e9 a cana-de-a\u00e7\u00facar, onde as larvas escavam rizomas e perfilhos, causando morte de brotos e perdas significativas de produtividade. 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Consulte a assist\u00eancia t\u00e9cnica antes de formular qualquer calda combinada para o controle de Sphenophorus levis.\"}}, {\"@type\": \"Question\", \"name\": \"Como o controle cultural ajuda no manejo de <em>Sphenophorus levis<\/em>?\", \"acceptedAnswer\": {\"@type\": \"Answer\", \"text\": \"A elimina\u00e7\u00e3o de soqueiras infestadas, a reforma do canavial em \u00e9poca adequada e o manejo correto da palhada reduzem a popula\u00e7\u00e3o de adultos e larvas presente no solo. Essas pr\u00e1ticas culturais diminuem a press\u00e3o inicial da praga e aumentam a efici\u00eancia das interven\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas e com defensivos agr\u00edcolas aplicadas na sequ\u00eancia.\"}}, {\"@type\": \"Question\", \"name\": \"A produ\u00e7\u00e3o on-farm de fungos entomopatog\u00eanicos \u00e9 vi\u00e1vel para controlar o bicudo?\", \"acceptedAnswer\": {\"@type\": \"Answer\", \"text\": \"Sim. Com biorreator adequado e protocolo t\u00e9cnico validado, \u00e9 poss\u00edvel produzir volume suficiente para aplica\u00e7\u00f5es frequentes e no momento correto. A produ\u00e7\u00e3o on-farm reduz a depend\u00eancia log\u00edstica de fornecedores externos e garante in\u00f3culo fresco, fator determinante para a efic\u00e1cia do controle de Sphenophorus levis em campo.\"}}, {\"@type\": \"Question\", \"name\": \"Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre controle biol\u00f3gico e controle qu\u00edmico para <em>S. levis<\/em>?\", \"acceptedAnswer\": {\"@type\": \"Answer\", \"text\": \"O controle biol\u00f3gico utiliza organismos vivos, como fungos e nematoides, que agem de forma mais gradual e dependem de condi\u00e7\u00f5es ambientais favor\u00e1veis. O controle qu\u00edmico com defensivos agr\u00edcolas oferece a\u00e7\u00e3o mais imediata, mas exige janela de aplica\u00e7\u00e3o precisa e rota\u00e7\u00e3o de mecanismos de a\u00e7\u00e3o. No Manejo Integrado de Pragas, as duas abordagens se complementam.\"}}]}<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O controle de Sphenophorus levis \u00e9 um dos maiores desafios do canavieiro brasileiro nas \u00faltimas d\u00e9cadas. O inseto, popularmente conhecido como bicudo-da-cana-de-a\u00e7\u00facar, causa perdas expressivas na produtividade ao atacar rizomas e perfilhos de forma subterr\u00e2nea, dificultando tanto a detec\u00e7\u00e3o precoce quanto o manejo. 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